Artigos JESUS

O que Ramatís fala à respeito de Jesus.

Para aqueles que são buscadores da Verdade e que desejam aprofundar o Conhecimento e dar mais um passo na Expansão da Consciência, nos é dada a oportunidade, através da experiência direta de Ramatís, ocorrida em uma das suas vidas em que era conhecido filósofo de Alexandria ao tempo de Jesus e que foi à Palestina encontrar pessoalmente o Mestre Nazareno.

São informações preciosas sobre a identidade sideral de Jesus, sua relação com o Cristo Planetário, os aspectos iniciáticos de sua missão, suas relações com os essênios.

A revelação da essência dos conhecimentos ocultos pode resgatar a natureza mística e espiritual do ser humano, que vive um período de transição no limiar de uma Nova Era.

PREÂMBULO DE RAMATÍS

Meus irmãos.

Esta obra (O Sublime Peregrino) prende-se a algumas lembranças do contato que tivemos com Jesus de Nazaré, na Palestina, e de indagações que fizemos a alguns dos seus próprios discípulos naquela época, e a outros, aqui no Espaço. Alguns quadros ou configurações de sua infância, adolescência e maturidade, pudemos revivê-los recorrendo aos arquivos ou "registros etéricos", fruto das vibrações das ondas de luz, ao Éter ou "Ákase" dos orientais, que fotografa desde o vibrar de um átomo até a composição de uma galáxia.

Em vez de tecermos uma biografia romanceada, em que a nossa imaginação ou do médium suprisse os elos faltantes ou obscuros, esforçamo-nos para deixar-vos uma ideia mais nítida e certa da realidade do Espírito angélico de Jesus, que jamais discrepou da vida física, pois viveu sem exorbitar dos costumes e das necessidades humanas. Atendendo à sugestão dos nossos Maiorais da Espiritualidade, procuramos esclarecer os leitores sobre diversos conhecimentos da vida oculta e prepará-los para as revelações futuras, com referência à contextura do seu espírito imortal. Eis os motivos das "divagações", que costumamos tecer propositadamente fora dos temas fundamentais de nossas obras, as quais então proporcionam aos nossos leitores o ensejo de uma doutrinação suave, indireta e desapercebida, que os auxilia a ajustar os fragmentos de suas próprias aquisições espirituais. O que lhes seria mais árido numa busca isolada sobre o espírito, fica-lhes mais atraente e fácil, quando disseminado em torno de um assunto vertebral na leitura espiritualista.

Não defendemos "tese", nem pretendemos firmar pontos doutrinários nos relatos sobre "O Sublime Peregrino"; tentamos apenas revelar-vos algumas atitudes e estados de espírito do Mestre Jesus, que se ajustam realmente à sua elevada contextura espiritual. Cabe ao leitor achar justo, certo ou inverossímil o texto desta obra, o que, sem dúvida, será de conformidade com o seu próprio grau espiritual. Em verdade, todos nós descobrimos, dia a dia, que ainda sabemos muito pouco sobre a natureza sideral de Jesus, e, possivelmente, só depois de alguns milênios poderemos conhecê-la em sua plenitude! Uma vez que não nos move a vaidade insensata de querermos contentar a todos os homens, desde já asseguramos o nosso respeito e a nossa compreensão diante de qualquer opinião sobre esta obra.

Há séculos que os homens desperdiçam seu precioso tempo na indagação de minúcias dos acontecimentos ocorridos em torno do Mestre Jesus. No entanto, descuram-se de considerar e praticar os seus admiráveis ensinamentos de redenção moral e espiritual. Quanto ao seu nascimento, certos estudiosos, baseados na historia profana, o julgam nascido em Nazaré; e outros, conforme a tradição evangelica da Igreja Catolica, o creem oriundo de Belém. E alguns chegam a atribuir o nascimento do Mestre Galileu, em Belém, à necessidade de se justificar a lenda criada para situá-lo na manjedoura e assim cumprirem-se integralmente as profecias do Velho Testamento.

A tradição mitológica costuma sempre descrever o nascimento dos grandes iniciados ou avatares destinados a desempenharem relevantes missões sociais ou espirituais, como provindos de virgens e sob misterioso esponsalício estranho à ordem natural do sexo e da gestação. Crisna, Lao-Tse, Zoroastro, Buda, Salivahana e outros instrutores espirituais nasceram de virgens e através de fenômenos ou processos extraterrenos. Jesus, portanto, devido à sua elevada hierarquia sideral, também não escaparia de vir à luz do mundo sem alterar a virgindade de Maria e ser concebido "por obra e graça do Espírito Santo"!

Ainda existem outras preocupações quanto a certos acontecimentos, tais como se José e Maria realmente se movimentaram para atender ao recenseamento ordenado pelos romanos. Se isso aconteceu, só poderia ter ocorrido no reinado de Quirinus, após a queda de Arquelau. Mas se Jesus nasceu sob o poder de Herodes, conforme asseguram os dois evangelhos , então a viagem de José e Maria rumo a Jerusalém não se realizou, porquanto no regime de Herodes não houve qualquer recenseamento.

E ainda multiplicam-se as dúvidas ou discordância a respeito de Jesus, pois até os espíritas, apesar de mais esclarecidos quanto à verdadeira vida espiritual, também divergem sobre a natureza do corpo do Mestre. Uma parte admite Jesus com um corpo físico e sujeito às contingências comuns da vida carnal; outros preferem a tese dos "Quatro Evangelhos", de Roustaing, obra mais afim às revelações mitológicas do catolicismo e responsável pela concepção do "corpo fluídico". Aliás, essa assertiva de Jesus ter um "corpo fluídico" ajusta-se ao mistério da sua "ascensão em corpo e alma", a qual não é admitida pelos espíritas kardecistas.

No entanto, estas discussões sobre as características ou minúcias dos acontecimentos ocorridos quanto ao nascimento de Jesus constituem perda de tempo, pois o aspecto mais importante é a sua vida de abnegação e sacrifício ilimitados, no sentido de "salvar" a humanidade! Belém ou Nazaré., o lar ou a manjedoura, corpo físico ou fluídico, milagres ou trivialidades são circunstâncias incapazes de influir sobre o conteúdo do seu Evangelho, o mais avançado Código de Leis de aperfeiçoamento espiritual. Jesus sempre viveu em si mesmo os ensinamentos e conceitos salvadores ensinados ao homem terreno; obviamente, é muito mais valiosa e importante a sua doutrina e não os aspectos humanos do ambiente onde ele nasceu e viveu! A consumação do seu holocausto na cruz foi o coroamento messiânico e a confirmação inconfundível de toda sua doutrina recomendada à humanidade e sem derrogar as leis do mundo material, pois os seus próprios "milagres" nada tinham de sobrenaturais, mas podiam ser facilmente explicáveis pelas leis da física transcendental com relação aos fenômenos mediúnicos hoje conhecidos.

Jesus, embora fosse um anjo exilado do Céu, viveu junto dos terrícolas, lutando na vida, humana com as mesmas armas, sem privilégios especiais e sem recorrer a interferências extraterrenas para eximir-se das angústias e dores inerentes à sua tarefa messiânica. O seu programa na Terra destinou-se a libertar tanto o sábio e o rico, como o iletrado e o pobre; por isso enfrentou as mesmas reações comuns a todos os homens, suportando as tendências instintivas e os impulsos atávicos, próprios de sua constituição biológica hereditária, embora lhe atribuíssem uma linhagem excepcional da estirpe de Davi . O Mestre mobilizava todos os recursos possiveis para evitar sua desencarnação prematura, cujo corpo de carne se ressentia do potencial elevado das vibrações sidéreas emitidas pelo seu Espirito Angelico. Vivia, em alguns minutos, os pensamentos, as emoções, angustias e ansiedades que os terricolas não conseguiam viver em uma existencia. O ritmo do metabolismo de sua vida espiritual ultrapassava o limite aurico de toda a humanidade terráqua, e os seus raciocinios transbordavam fora do tempo e do espaço, exaurindo-lhe o cérebro.

No seu hercúleo esforço para situar-se a contento, na carne, Jesus assemelhava-se a um raio de sol tentando acomodar-se numa vasilha de barro! A sua mente vivia hipertensa, cujo impacto se descarregava sobre os plexos nervosos, oprimiam-lhe o cérebro, os nervos, o sangue e os vasos capilares, resultando, então, perigosos hiatos na rede circulatória. O turbilhão de pensamentos criadores vibrava e descia da superconsciência; ele então recorria aos jejuns periódicos, a fim de o seu espírito conseguir maior liberdade nessas fases pré-agônicas de desafogo da matéria. Outras vezes, o próprio organismo mobilizava recursos biológicos de emergência e vertia suor e sangue, compensando, com essa descarga imediata de humores, a perigosa tensão "psicofísica", fruto do fabuloso potencial de energia espiritual a lhe prensar a carne frágil!

Embora as paixões e os desejos estejam na alma, Jesus também se via obrigado a mobilizar os seus recursos angélicos, a fim de neutralizar as vibrações pesadas do ambiente onde se encontrava, assim como as flores delicadas resistem aos ventos agressivos. A própria narrativa religiosa simboliza na tentação de Satanás ao Mestre Jesus, no ''deserto da vida humana", a força dos impulsos da animalidade pretendendo enlaçá-lo nas teias sedutoras da vida sensual e epicurística do mundo.

Malgrado o terrícola ainda não possuir sensibilidade moral apurada, em condições de avaliar o imenso sacrifício e abnegação despendidos por Jesus para descer aos charcos do vosso mundo, são bem menores as lutas, angústias e os tormentos do pecador, no sentido de purificar-se até subir às esferas da angelitude, ante o martírio do anjo que renuncia às venturas celestiais dos mundos divinos, para descer ao abismo pantanoso dos mundos materiais, como sucedeu a Jesus.

E' bem mais fácil e cômodo despojarmo-nos dos trajes enlameados e tomarmos um banho refrescante, do que vestirmos roupas pesadas e descermos a um fosso de lodo repulsivo e infeccionado, onde se debatem criaturas necessitadas de nosso auxílio.

Paz e Amor.

Ramatís.