Artigos INDIVIDUOS SATANIZADOS!

UM TEMA QUE SE ENQUADRA COM O MOMENTO EM QUE VIVEMOS ABORDADO POR
RAMATÍS EM 1956 NO LIVRO “MENSAGENS DO ASTRAL”, não seria muito difícil
identificar esses espíritos na atualidade!

PER­GUN­TA: — Como pode­ría­mos iden­ti­fi­car os indi­ví­duos sata­ni­za­dos, aqui encar­na­dos, à luz da psi­co­lo­gia hodier­na do nosso mundo?

RAMATÍS: — Eles se reve­lam facil­men­te por suas ações indi­vi­duais ou cole­ti­vas em todos os seto­res públi­cos ou par­ti­cu­la­res da vida huma­na. O sata­nis­mo é um sím­bo­lo do trun­ca­men­to, da inver­são dos valo­res tra­di­cio­nais já con­sa­gra­dos ao bem comum; é a falsa supo­si­ção do ver­da­dei­ro; é o rei­na­do do tri­vial, do inú­til e do per­ver­ti­do, num abso­lu­to egoís­mo e indi­fe­ren­ça dian­te de qual­quer afli­ção huma­na ou neces­si­da­de ­alheia. A bana­li­da­de é ele­va­da à conta de sabe­do­ria; a incoe­rên­cia e cabo­ti­nis­mo tor­nam-se os afe­ri­do­res lógi­cos nas esfe­ras da arte, da ciên­cia, da moral e da reli­gião.
Os indi­ví­duos sata­ni­za­dos — ao con­trá­rio dos cris­tia­ni­za­dos — são cria­tu­ras cujo modo de vida se trans­for­ma em esplen­do­ro­so para­si­tis­mo; são tipos insen­sí­veis dian­te dos des­gra­ça­dos mais esfar­ra­pa­dos! Seus cor­pos estão cober­tos com finís­si­mos teci­dos e orna­dos com fas­ci­nan­tes pedra­rias, mas, por den­tro, pulsa um cora­ção géli­do, imper­meá­vel ao apelo do pró­xi­mo! Colo­ca­dos na admi­nis­tra­ção públi­ca, arra­sam os patri­mô­nios cole­ti­vos e amea­lham deso­nes­ta­men­te para a tribo fami­liar; criam oli­gar­quias e se jus­ti­fi­cam cole­ri­ca­men­te ante as inves­ti­das dos deses­pe­ra­dos; for­mam impé­rios faus­to­sos e esban­jam com pro­di­ga­li­da­de cri­mi­no­sa; ali­men­tam movi­men­tos estul­tos, fes­ti­vi­da­des tolas e rea­li­za­ções ­vazias de espí­ri­to! A incons­ciên­cia da rea­li­da­de espi­ri­tual lhes ins­pi­ra os gas­tos inú­teis e as rea­li­za­ções esté­reis; ­povoam os cemi­té­rios com ricos mau­so­léus, a fim de que seus cadá­ve­res apo­dre­çam luxuo­sa­men­te, embo­ra a pouca dis­tân­cia este­jam a ruir as chou­pa­nas dos vivos famin­tos e des­nu­dos! Crian­do as indús­trias béli­cas, pro­mo­vem con­fli­tos arma­dos entre os povos sub­nu­tri­dos, para se enri­que­ce­rem com os ­lucros homi­ci­das.
Quan­do se inter­na­cio­na­li­zam, sob aplau­sos inte­res­sei­ros, cui­dam ape­nas dos seus inte­res­ses esca­bro­sos e nunca da fra­ter­ni­da­de huma­na; são capa­zes de bom­bar­dear a pró­pria terra natal, a fim de aumen­ta­rem os seus cré­di­tos nos ban­cos. Falta-lhes o amor puro e o apego ao ideal supe­rior do bem comum. Movem-se cal­cu­la­da­men­te, ego­cên­tri­cos, numa vida cap­cio­sa que lhes per­mi­ta ­ampliar os seus domí­nios faus­to­sos e amea­lhar a for­tu­na
fácil!